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Cuidar de mim…

Sabia que cuidar de mim pode ser apenas…

… pedir ajuda…

Lulu e os Maiores - Sabia que_10

O autocuidado é um dever de todas as pessoas que cuidam, sejam profissionais ou familiares (também designados cuidadores informais). Se cuida de alguém tem de começar por cuidar de si.

Cuidando de si, cuida melhor. Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! 🧡

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Este curso é para mim?

Será que este curso é para mim? Não sabemos… mas sugerimos que veja este vídeo e decida por si.

Trata-se de um novo formato do nosso curso, depois de oito edições no formato mais “tradicional” das sessões presenciais. Neste curso, em formato b-learning, terá uma parte assíncrona (na nossa plataforma) e que fará ao seu tempo e ritmo, e outra parte síncrona, em sessões que decorrerão em salas online.

Mais informações sobre o curso aqui.

Cuidando de si, cuida melhor. Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! 🧡

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Às vezes também já não aguento mais…

Sou Diretor(a) Técnico(a) e às vezes também já não aguento mais…

Lulu e os Maiores - Diretora Técnica_1
Trabalho com idosos e quando algum está mal vou para casa ao fim do dia, mas vou preocupada…

É responsável pela direção técnica de uma instituição e coordenação de uma equipa de Cuidadoras e gostaria de melhorar a qualidade dos cuidados prestados e o seu bem estar? Então esta formação é para si!

A nossa formação centra-se na melhoria da qualidade da relação de cuidados, e neste curso terá oportunidade de aprofundar as dificuldades que sente, e formas de ultrapassá-las.

O próximo curso começa no dia 1 de outubro e as inscrições estão abertas até dia 28 de setembro.

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Cuidar de mim…

Sabia que cuidar de mim pode ser apenas…

… tomar um café sentada na cozinha…

Lulu e os Maiores - Sabia que_6

O autocuidado é um dever de todas as pessoas que cuidam, sejam profissionais ou familiares (também designados cuidadores informais). Se cuida de alguém tem de começar por cuidar de si.

Cuidando de si, cuida melhor. Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! 🧡

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Cuidar de mim…

O autocuidado é um dever de todas as pessoas que cuidam, sejam profissionais ou familiares (também designados cuidadores informais). Se cuida de alguém tem de começar por cuidar de si.

Sabia que cuidar de mim pode ser apenas…

… abrir a janela e apanhar um pouco de sol…

Lulu e os Maiores - Sabia que_5

Cuidando de si, cuida melhor. Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! 🧡

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Testemunho de uma Pessoa que cuida da Mãe

Transcrevemos integralmente o testemunho de uma Pessoa que cuida da Mãe e que temos o prazer de ter na nossa Comunidade. Agradecemos muito à Helena Mota a partilha da sua experiência enquanto cuidadora da sua Mãe…

2021-09 - Lulu e os Maiores - Cuidar Mão no ombro
Fotografia de Rawpixel no Freepik

As coisas por aqui não têm sido fáceis. A ponto de uma das minhas filhas me propor levar a avó a passar um mês “de férias “ num lar.

Para eu descansar, namorar e, sobretudo, diz ela, ter tempo para organizar a cabeça e o coração. Precisamente por notar, mesmo à distância de uma vídeo chamada, que me estou, literalmente, a perder. 

Sei que sim, tenho disso plena consciência; mas nada consigo fazer que não seja olhar por ela, minha Mãe, minuto após minuto, no pavor de que caia ou involuntariamente se magoe.

Porque ela de nada, de nenhum perigo tem consciência. Em três meses tivemos quatro entradas nas urgências, com lesões entre equimoses, mão e ombro fracturado, e uma quinta com uma costela partida.

Destas duas últimas, sofridas de noite, no quarto, não tem qualquer memória nem sabe onde ou como caiu.

Dois anos seguidos de protecção e presença constante, 24/24h, começam já a sufocá-la, e tal reflecte-se quando a ajudo no banho, a vestir-se ou a compor-se no quarto banho, sobretudo quando a inibo de fazer o que de antemão sei que redunda em perigo.

Já não consegue ouvir a minha voz e rejeita-me .

Por revolta à tomada de consciência de que está incapaz para desenvolver tal acção.

E eu…?

Em mim o desgaste acumula-se e vai, paulatinamente, ganhando terreno. Com todas as minhas forças tento serenar, neste sobe e desce que é a montanha russa em que a nossa vida se tornou, mas nem sempre sou bem sucedida.

Se cumpro com ela — embora conte com a sua constante rejeição — estou a falhar com o marido, o trabalho, a casa, todo o resto da família.

E o resultado é sentir-me mal, desgostosa comigo própria, pela incapacidade de fazer face ao desafio.

Tanto clamei pelo desejo de ter os pais comigo, para poder finalmente fruir da sua companhia, alegria, boa disposição, … e quando os recebo, ele vem comatoso e sobrevive dois dias, e ela entra na roda viva da memória flutuante. Num vórtice tal que, dois anos passados, à porta dos 90, se vê menina de 12, e me assume, creio, como uma das irmãs.

Passa o dia num motu-contínuo, massacrante, qual criança que não desiste do chocolate e, pela insistência, o conquista.

Só que ela pede para falar com os pais;  para os avisar que está “nesta casa, com esta gente“; e está na hora de os irmãos a virem buscar para poder ir para casa dos pais; e está na hora de ir dar o jantar aos pais.

Descobertas…

Descobri agora que:

  • quem inventou a privação de sono como tortura sabia o que fazia;
  • os momentos das pequenas vitórias e da alegria das conquistas alcançadas são tão efémeros que raramente os consigo saborear, muito menos ter tempo de com ela os festejar, em tentativa de ajuda à tomada de consciência e reforço de auto-estima;
  • os sorrisos, os mimos e os carinhos nada podem perante perguntas do tipo “mas por onde anda o Papá? Tão tarde e ainda não chegou?“; “ porque não me levas para minha casa?”
  • sou uma “cuidadora” quando, na penumbra da lâmpada de presença, ao mínimo movimento, me viro para lhe destapar a cabeça, soterrada debaixo das cobertas;
  • livros , histórias , filmes, mais que penosos, são uma violência para quem tem um tempo médio de atenção mínimo;
  • actividades estimuladoras de memória lhe são penosas e frustrantes. Porque são a prova de quão desmemoriada está. 

Cuidar de mim?

Tempo para mim? Cuidar-me? Claro que sim, sem dúvida. Mas é uma gestão que verifico ser incapaz de fazer.

Depois de estar três dias seguidos sem conseguir tomar banho ou duas semanas sem conseguir lavar a cabeça, passei a fazê-lo graças à falácia de que tem de estar de olhos fechados, com as gotas, a fazer “o tratamento “. 

Se estou mais que cinco minutos fora do raio de visão, tenho-a perdida, sem referências, em crise que, se não for atalhada na hora, evolui muito negativamente, em crescendo.

E toma repercussões inauditas de que a acusação “foste-te embora e deixaste-me aqui sozinha!” é o mal menor.

NÃO creio, cara Filipa, que este meu exame de consciência possa ajudar quem quer que seja. Já me sinto de pensamento embotado, incapaz de dar pinceladas de cor-de-rosa à minha narrativa sombria. 

Felicito-as pela exemplar força e pela criação dessa roda-de-amor em que nos sentimos abraçadas (na Comunidade). 

Verão de 2021, Helena Mota


Desejamos, e sei que a Helena também, que este testemunho de uma Pessoa que cuida da Mãe seja útil para outras Pessoas que cuidam.

Terminamos relembrando que é esse o nosso propósito, estar cá para quem cuida e apoiar as Pessoas que cuidam, seja através da formação e/ou do apoio da nossa Comunidade. E se não for connosco, não faz mal nenhum, mas por favor, procure um grupo onde se possa integrar e sentir que há outras pessoas que compreendem o que está a passar…

Cuidando de si, cuida melhor. Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! 🧡

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Sabores de Verão

Praia, esplanada, jardim, casa. Esteira, cadeira, banco, poltrona. Qualquer lugar, qualquer assento, que ofereça um mínimo de conforto e fresco é bom para abrir um livro e partir à descoberta! De novas aventuras, sensações e sabores.

Os livros dão-nos a saborear o que temos dentro e o que temos fora de nós.

2021-07 - Poesia no campo
Fotografia de Aaron Burden no Unsplash

Ler dá sabor à vida. Ler poesia dá vida ao sabor.

Recentemente, numa nutritiva troca de mails, recebi do outro lado o seguinte:

“Ó subalimentados do sonho!
a poesia é para comer.”

Versos que fazem parte de “A Defesa do Poeta”, texto de Natália Correia. Autora a quem, salvo raras exceções, ainda mal não tive coragem de mordiscar, enquanto poetisa.

Guardo-a na memória, como guardo João Villaret, Mário Viegas. Através deles tive o primeiro contacto com a poesia, na minha infância, pela televisão. Lembro-me de os ficar a ver e a ouvir durante muito tempo, presa ao ecrã, sem perceber o que diziam. Sentia que era algo de outra estratosfera, algo que alguém devia perceber.

Achava a presença deles na televisão muito solene. Mais do que as imagens do Vaticano. Mesmo quando Mário Viegas humorizava, eu entendia o gozo, mas pressentia que por debaixo da jocosidade estava algo bem diferente de tudo o que eu conhecia do mundo.

Demorei anos a perceber que, o que eu achava sublime, mas não entendia, não conhecia nem conhecia ninguém que conhecesse, era poesia.

Reconheci a poesia, na adolescência, mas levei anos a amealhar coragem para lhe tocar. Hoje, dentro da idade que dizem ser adulta, provei ainda tão pouco. Petisco nos poetas, dou-lhes dentadinhas. Temo não saber degustar, temo engasgar-me. Sejam mais ousados do que eu: não esperem! Não hesitem! Aos 6 ou aos 106: comam e bebam poesia! Ao gelado e à bebida refrescante dos dias quentes adicionem poemas!…

Ajuda na digestão de emoções, proporciona momentos de descanso e lazer e contribui para a reposição de energias, por isso, no autocuidado do cuidador deve estar sempre uma boa dose de leitura, poesia incluída!

Antonieta Félix

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Como posso cuidar de mim?

Sabia que…

2021-07 - Lulu e os Maiores - Sabia que

Como posso cuidar de mim?

Cada Pessoa deverá encontrar a(s) forma(s) mais adequadas para si, não há uma solução única e que sirva em todos os momentos para todas as Pessoas.

Iremos publicar regularmente mais publicações “Sabia que” e pode acompanhá-las aqui e nas nossas redes sociais.

Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! ❤︎

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Oficina de junho da nossa Comunidade

Tivemos na semana passada a quinta oficina da nossa Comunidade de Pessoas que cuidam.

A nossa convidada, a Antonieta Félix, trouxe-nos a sessão “Eu cuido, eu conto – A importância das estórias”. Falou-nos do porquê de contar estórias a quem está ao meu cuidado, de que estórias contar e de como e quando contar estórias.

Antonieta Félix

Quando?

Devo fazê-lo quando tenho vontade, tempo e algumas condições. Há condições para contar e ouvir uma estória, tanto minhas como de quem a ouve.

“Contar estórias é dar e receber”

Antonieta Félix

Que estórias?

Devo escolher estórias que eu goste e que sejam também adequadas para a Pessoa de quem cuido, que estejam de acordo com os seus gostos e preferências ou que a façam sentir-se bem.

Depois da oficina…

Uma das Pessoas da nossa comunidade, deixou-nos o seguinte testemunho, de algo que aconteceu depois da oficina terminar:

“…a minha māe resolveu relê-los [uns livros] e ficámos as duas a rir 😄😄 ….eles estão sempre na sala, mas depois no dia-dia ela esquece -se deles 🤗 E ontem depois da oficina, proporcionou-se um momento agradável.🙂 obrigada!”

Cuidadora familiar

Próxima oficina

A próxima oficina está marcada para o dia 29 de setembro.

Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! ❤︎

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