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Sabia que…

2021-05 - Lulu e os Maiores - Sabia que

O que é o autocuidado?

…conjunto de ações realizadas individualmente com vista à preservação da saúde e/ou prevenção de doença

Fonte: Dicionário infopedia

Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! ❤︎

Maiores são Pessoas mais velhas, Seniores, Pessoas idosas…

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Textos que eu li…

No textos que eu li (e ouvi) de hoje partilhamos um texto declamado no Fronteiras XXI – Demências: Conseguimos preveni-las? da Fundação Francisco Manuel dos Santos, transmitida a 14 de abril de 2021.

2021-05 - Textos que eu li Demencias_2
Entrevista com José Caldas de Almeida, médico psiquiatra, professor catedrático jubilado de Psiquiatria e Saúde Mental da Universidade Nova de Lisboa, director do Lisbon Institute of Global Mental Health por Filipa Basílio da Silva

Os excertos lidos, deste poema (de amor?) de Sylvia Plath, transmitiram-nos o que se poderá passar “dentro” de uma pessoa com demência, as perdas sentidas, e como um dos versos diz “Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome”.

Esperamos que gostem!

Filipa Pico

Canção de Amor da Jovem Louca

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)
 
Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
 
Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
 
Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
 
Imaginei que voltarias  como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
 
Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente.)

Sylvia Plath in A Redoma de Cristal. Rio de Janeiro: Editora Artenova, 1971, p. 255.

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Eventos – Interações

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa organizou 3ª edição das “Interações“, que são sessões temáticas com transmissão em direto, no contexto de “Uma Sociedade para Todas as Idades”.

Neste mês de abril terão lugar duas sessões:

  • 21 de abril (14h00)
  • 28 de abril (14h00)

“A 3ª Edição do Simpósio Interações, organizado pela Unidade de Missão “Lisboa Cidade de Todas as Idades”, irá reunir, através de 16 sessões temáticas realizadas online, um conjunto de académicos, investigadores, decisores, empreendedores e outros especialistas na área da longevidade e do envelhecimento, com a finalidade de debater os desafios que se colocam à promoção de uma sociedade para todas as idades. Neste âmbito, procurar-se-á, ainda, dar a conhecer e promover o intercâmbio de “Boas Práticas” e o posicionamento dos diferentes departamentos e serviços da Santa Casa nesta matéria.

As sessões abordarão um leque variado de temas na área do envelhecimento, desde os aspetos relacionados com as representações sociais da velhice e dos estereótipos idadistas, passando pelos processos de transição para a reforma, até aos desafios associados ao envelhecimento na comunidade na era do digital. Em particular, procurar-se-á dar relevo à componente habitacional e do espaço público enquanto alavanca de dinâmicas facilitadoras da transição do hospital para a comunidade, com impacto nas políticas relativas à continuidade dos cuidados.

Para além de convidados nacionais de relevo, teremos também convidados reconhecidos a nível internacional, que certamente contribuirão para melhor compreendermos os desafios com que nos confrontamos na afirmação de uma sociedade para Todas as Idades, mais justa, coesa e solidária.”

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“O pai que não foi menino”

Recomendamos a leitura do artigo no jornal Público, de Susana Moreira Marques (21 de março de 2021), e reproduzimos aqui alguns excertos do texto, por nos inspirarem e fazerem refletir…

“… Durante os anos em que esteve mais doente viveu em casa de repouso, o filho ia buscá-lo aos domingos. Não falhava nenhum…”

Susana Moreira Marques, no jornal Público

“… Pode parecer altruísmo, mas, na verdade, o filho continuava a precisar tanto do pai como o pai do filho. Quando o pai teve um AVC o filho ajudou-o… Mas algum tempo depois percebeu que não era ele que estava a salvar o pai, mas que era o pai que o salvava…”

Susana Moreira Marques, no jornal Público
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“Tratam-nos como se fossemos o inimigo…”

Este texto é uma pequena homenagem ao Senhor que me disse esta frase, que morreu no dia de 19 de Março, há 3 dias. Que sirva para que mais ninguém que viva em Lares seja tratado como o inimigo…

Homem-infeliz
Fotografia por Tim Doerfler no Unsplash

Trabalhei 18 anos num Lar de Idosos, como Técnica Superior de Reabilitação, responsável pelas sessões de Gerontomotricidade. Foi com esta experiência que me apaixonei por esta área de intervenção e pela população mais velha.

Infelizmente, foi também, com esta experiência, que me questionei diariamente sobre a forma como as Ajudantes de Ação Direta tratavam as Pessoas mais velhas…

Será que estas profissionais se esqueciam que considerando a fragilidade daquelas pessoas, era errada a forma como os tratavam? A postura de superioridade, de poder sobre os Pessoas mais velhas… Muitos ficavam totalmente dependentes destas profissionais, fosse para ir à casa de banho, fosse para lhes trazerem algo do quarto que tinha ficado esquecido…

O sentimento de incapacidade para mudar esta situação (naquele caso específico) acompanhava-me, lado a lado com a certeza que a forma de cuidar das Pessoas mais velhas tinha de mudar urgentemente.

Certo dia ouvi esta frase “tratam-nos como se fossemos o inimigo…” dita por um senhor de 90 anos. Esta frase dita por aquele senhor, tocou-me profundamente e tentei imaginar-me na sua pele…. Os sentimentos de tristeza, angústia, abandono, desprezo e revolta invadiram-me.

Como é possível?! 

Na minha cabeça só surgia um pensamento, a ideia que o inimigo é o alvo a abater, acabar com ele, exterminá-lo… como pode uma Pessoa mais velha sentir isto na sua própria casa? Sentia certamente que só estava ali para dar trabalho, para chatear e aborrecer as ditas profissionais… é muito triste.

Quero realçar que tenho toda a consideração por esta classe profissional, que conheci durante estes 18 anos, algumas excelentes profissionais, que gostavam do que faziam e tratavam as Pessoas mais velhas com todo o respeito, carinho e atenção, como merecem ser tratadas.

O que acontece em alguns Lares de Idosos, é essencialmente a falta de acompanhamento das Direções Técnicas, das responsáveis e/ou Encarregadas e acima de tudo a falta de formação profissional e de momentos de partilha e discussão de casos e situações específicas. 

É muito importante que estas profissionais sejam ouvidas e acompanhadas nos seus desafios diários, este é um trabalho muito exigente.

Não nos podemos esquecer que as Pessoas mais velhas, mesmo em situações de saúde fragilizadas, como no caso das demências, têm um passado, foram filhas, mães, avós, esposas, profissionais, no fundo pessoas como qualquer um de nós, que um dia, quando chegarmos a uma idade mais avançada, também quer ser bem cuidado e respeitado como pessoa.

22/03/2021, Ana Pico

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Cuidar de quem cuida…

Impulso-positivo-Podcast

Cuidar de quem cuida com Filipa Pico

“Neste episódio (16/03/2021) de Conversas com especialistas vamos falar de Cuidar de quem Cuida, com Filipa Pico da Lulu e os Maiores. Cuidar de quem cuida é também cuidar de nós. Cuidar das nossas próprias emoções, como são muitas vezes a frustração, a impotência e a insegurança. Como podemos ganhar confiança, garantir que fazemos bem e partilhar com quem passa pelo mesmo desafio. Curioso/a? Vamos ouvir!

Agradecemos o convite ao Impulso Positivo!

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… não quero é morrer sozinha

“Não me interessa saber do que vou morrer, não quero é morrer sozinha!”

Nesta conversa telefónica, uma pessoa mais velha partilhou comigo o que pensa e sente sobre a forma como a tratam, desde que a pandemia (covid-19) chegou a Portugal. Transcrevo algumas das frases que me disse e que apesar de não me surpreenderam gostava de partilhar convosco, para que todos refletíssemos sobre o que estamos a fazer às pessoas que amamos…

Vêm visitar-me e não tiram as máscaras, não ouço nada do que dizem, para mim nem vale a pena…

Depois de quase 40 minutos de conversa sobre como está o mundo, à mistura com estórias do passado e outras “baralhadas” com estórias do presente, disse-me duas ou três vezes…

Fiquei muito feliz de teres ligado!

Eu não lhe disse, mas também me sentia feliz… e fiquei ainda mais feliz de o saber…

25/02/2021, Filipa Pico

Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! ❤︎

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Sempre admirei a minha Mãe

“… teve uma vida cheia, foi mãe, professora e dava explicações…”

Lulu e os Maiores - Cuido da minha Mãe_2

Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! ❤︎

Maiores são Pessoas mais velhas, Seniores, Pessoas idosas…

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Cuido da minha Mãe há dois anos…

“… e às vezes é tão difícil… parece que ainda ouço os gritos dela no banho…”

Lulu e os Maiores - Cuido da minha mae

Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! ❤︎

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Cuido da minha Avó…

“Converso com ela e ouve-me sem criticar… a minha Avó é tão querida comigo…”

Lulu e os Maiores - Cuido da minha Avó_1

Vamos cuidar melhor dos nossos Maiores! ❤︎

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